CO-FUNDADORA
Manuela Ciaccio
Ciências Políticas · Master PNL · INPL Portugal · Coaching Sistémico · Università di Palermo · Católica Portuguesa
Cria espaços onde as pessoas se sentem verdadeiramente vistas, compreendidas e prontas para mudar.

CONSTRUÍDA ATRAVÉS DE RECOMEÇOS
Entre países, recomeços e a descoberta de si mesma

Há pessoas que chegam ao desenvolvimento humano pela teoria. A Manuela chegou pela vida.
Nasceu em Itália, em 1978, e desde muito cedo desenvolveu uma curiosidade profunda sobre as pessoas, as suas histórias e os caminhos que as levam a transformar-se. A Filosofia, a Psicologia e o comportamento humano fascinavam-na muito antes de se tornarem parte do seu trabalho.
Mas foi um acontecimento inesperado que mudaria tudo...
História
Em 1997, aos 19 anos, perdeu o pai. Foi uma das experiências mais difíceis da sua vida. A dor do luto levou-a à psicoterapia e, através desse processo, descobriu algo que nunca mais abandonaria: a extraordinária capacidade humana de se reconstruir mesmo quando tudo parece perdido.
Foi também nessa fase que conheceu o Dr. Carlo Semerari, uma das pessoas mais marcantes do seu percurso pessoal. Num momento de profunda vulnerabilidade, ajudou-a a reencontrar direção, equilíbrio e esperança.
A influência desse encontro permanece viva até hoje na forma como vê o potencial de transformação presente em cada ser humano. A partir daí tornou-se uma estudante incansável do comportamento humano. Leu, pesquisou, frequentou formações, explorou diferentes abordagens terapêuticas e dedicou-se durante décadas a compreender o que realmente permite às pessoas viver com mais consciência, liberdade e realização.
Ao mesmo tempo, construiu uma carreira internacional marcada pela capacidade de adaptação e reinvenção. Licenciou-se em Ciências Políticas pela Universidade de Palermo e concluiu um Master em Organizações Internacionais e Carreira Diplomática em Roma. A área das relações internacionais era a sua grande paixão. Mas a vida tinha outros planos.

Em 2005 apaixonou-se por um português. Fez as malas, deixou para trás a sua vida em Itália e mudou-se para Portugal. Os primeiros anos não foram fáceis. Precisou construir uma nova rede, adaptar-se a uma cultura diferente e encontrar novamente o seu lugar.
Hoje reconhece esse período como uma das maiores escolas de resiliência da sua vida. Foi em Portugal que iniciou uma nova fase profissional. Após a Pós-Graduação em Marketing pela Universidade Católica Portuguesa, ingressou no setor do turismo corporativo e rapidamente se tornou uma referência do mercado italiano em Lisboa, organizando eventos internacionais de grande dimensão, alguns com mais de mil participantes.
Mais tarde assumiu a liderança da área de Meetings & Congresses de uma cadeia hoteleira portuguesa que passava por um momento particularmente desafiante. No ano seguinte, a unidade conquistou o prémio de Melhor Unidade de Congressos de Portugal.
Mas a vida ainda lhe reservaria novos desafios. Um grave acidente de scooter deixou sequelas físicas permanentes que a acompanham até hoje. Durante muito tempo, as dores crónicas fizeram parte do seu quotidiano. Foi um dos momentos mais difíceis da sua vida. E também um dos que mais lhe ensinaram sobre força, vulnerabilidade e superação. A experiência reforçou uma convicção que hoje leva para o seu trabalho:
Somos quase sempre mais fortes do que acreditamos ser.
Ao longo dos anos continuou a reinventar-se. Trabalhou na Tailândia, integrou a Microsoft em dois momentos distintos como Executive Assistant de Vice-Presidentes e membros da gestão de topo, colaborou com organizações internacionais e desenvolveu uma rara capacidade de navegar ambientes multiculturais, exigentes e em constante transformação.

Por trás de todas essas experiências existia um fio condutor invisível. A paixão por compreender pessoas. O interesse pelo desenvolvimento humano nunca deixou de crescer. O que começou como uma busca pessoal tornou-se uma vocação. E a vocação transformou-se numa profissão.
Hoje, certificada em Coaching Integrativo Sistémico, Análise Comportamental DISC, Programação Neurolinguística (PNL) e Teoria do Apego, acompanha pessoas em processos de mudança, crescimento pessoal e transformação emocional.
Mas aquilo que mais diferencia a sua abordagem não são as ferramentas. É a forma como faz as pessoas sentirem-se. Muitas das pessoas que trabalham com ela relatam uma sensação imediata de segurança, acolhimento e clareza.
Não porque a Manuela lhes dê respostas. Mas porque cria o espaço necessário para que possam ouvir as respostas que já existem dentro delas. Acredita profundamente que ninguém está condenado a repetir o passado. Que o autoconhecimento pode transformar vidas. E que dentro de cada pessoa existe muito mais sabedoria, força e potencial do que ela própria consegue ver num determinado momento.
É essa crença que continua a orientar o seu trabalho todos os dias.
DE ONDE VEM
Sicília — a terra que continua a habitar dentro de si
Manuela não nasceu em Palermo, mas cresceu com ela. Termini Imerese, a cidade costeira onde veio ao mundo, ficava a poucos quilômetros de distância e Palermo fazia parte do seu cotidiano desde sempre. Era para lá que ia estudar, encontrar amigos, viver a juventude.
Quem cresce naquela zona aprende cedo que a Sicília não é apenas um lugar é um encontro de séculos. Árabes, normandos, espanhóis, gregos. Tudo se mistura na arquitetura, nos mercados, na comida e até na forma de falar. Há uma energia única, uma mistura de caos e beleza que só quem viveu ali consegue compreender verdadeiramente.
As memórias que carrega são feitas de pequenos rituais: passeios de barco no verão, dias a apanhar azeitonas, longas jornadas em família a preparar polpa de tomate para o inverno inteiro. O cheiro do jasmim nas noites quentes. O sal do mar na pele. As conversas intermináveis à volta da mesa.


Uma memória em particular que guarda de forma muito especial: o dia em que apresentou o Porto de Santa Elia ao seu pai. Um momento simples, mas que lhe fez ver, através dos olhos dele, a beleza da terra onde cresceu.
Quando saiu da Itália, descobriu algo inesperado: sentia-se mais italiana fora da Itália do que quando lá vivia. A distância revelou o que a proximidade escondia. Hoje já não é apenas italiana — nem apenas portuguesa. É as duas coisas ao mesmo tempo. E já não sente necessidade de escolher.
"Descobri que posso pertencer aos dois lugares ao mesmo tempo."
Essa capacidade de habitar mundos diferentes sem se perder em nenhum deles é uma das heranças mais profundas da sua terra. Os sicilianos, diz ela, são um povo que sabe adaptar-se — ao longo da história, foram obrigados a fazê-lo muitas vezes. E cresceram com um forte sentido de acolhimento: as portas estão sempre abertas, há sempre lugar para mais uma pessoa à mesa.
É exatamente assim que a Manuela trabalha. Criando espaços onde as pessoas se sentem vistas, escutadas e acolhidas desde o primeiro momento.
Talvez essa seja a herança mais bonita da sua terra.
FORMAÇÕES E CREDENCIAIS
Por que continuo a aprender
Cada pessoa que acompanho traz consigo um mundo que nunca vi antes. Por isso continuo a estudar, não para ter mais respostas, mas para fazer perguntas cada vez melhores.